Archive for outubro \28\UTC 2010

28/10/2010

Almoços corridos, trabalho, estudo, ônibus cheios e amor. Tinha que caber tudo no dia. E era todos os dias um cansaço. Mas bem sabia que a vida era mesmo o que o mantinha vivo.

Vê que o sol e o caminho não são um só

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24/10/2010

Diz pra mãe que já vou chegar. Pede pai pra me esperar na última estação. O primo vai estar em casa? Olha com a Lena o coração, avisa a moça pra sorrir. Tirem o dia todo pra conversar, que a saudade já vai apertar.

Saudade quase engole a gente, menina

21/10/2010

As mesmas juras de amor feitas por todo casal nas primeiras semanas. Criaram apelidos constrangedores e inventaram segredos. Mas logo o ciúme, as vaidades, os excessos, as disputas: o para sempre sempre acaba.

Twister, I shouldn’t have trusted you

18/10/2010

Caía água todos os dias. E era sempre dessas chuvas de que é preciso fechar as janelas para não se molhar. Mas as suas não se trancavam. Queria elas sempre abertas.

Seu desejo era entregar-se às tempestades

15/10/2010

Acordava escuro ainda, tomava banho e saía. O caminho era de dois ônibus para ir e outros cheios para voltar. À noite, em casa, comia qualquer coisa e dormia. No outro dia, levantava escuro do mesmo jeito e saía: cheia de esperança.

Venga la esperanza, pase por aquí

12/10/2010

Quanto mais remédios a mandavam tomar, menos tempo se mantinha desperta. Dormia. Os médicos estavam preocupados com as consultas e suas vendas. A família, com o que iam dizer da moça. Ela, por fim, queria saber quando conseguiria acordar. Ela tentava acordar.

Há um silêncio dentro de mim