Archive for agosto \31\UTC 2010

31/08/2010

Caminhava quente com sua blusa de lã já por horas no deserto, quando começou a chover forte. Avistou uma marquise, mas, lotada, não conseguiu espaço para se esconder. Correu, então, pra casa. Tomou banho e se arrumou todo novamente pra sair. À noite, com a neve, a temperatura ficou insuportável para a bermuda e a camiseta que vestia.

Odiava essas mudanças do clima

30/08/2010

Era madrugada, a cidade estava deserta. Ela caminhava sozinha pelas ruas, sabendo que dentro de si havia populações inteiras e das mais diversas.

Viviam nela negros, índios e brancos

28/08/2010

Acordou cansada. Passou pela sala ainda de olhos fechados, foi até a cozinha, pegou a faca. Partiu o pão e comeu. Programou o despertador antes de voltar pra cama. De novo, dormiu até acordar: cansada.

O que há em mim é sobretudo cansaço

27/08/2010

Vivia com os seus cabelos presos e as suas saias longas. Lembrava do nome do pai de igreja em igreja. Uma santa, diziam. Só Deus mesmo para saber o que ela fazia.

As freiras a invejavam, tamanha a candura

26/08/2010

A dor convidou a tristeza para passear. Brigaram feio. No fim do dia, foram em busca da felicidade.

Um sorrisim que fosse já estaria bom

25/08/2010

Taxista viu o gringo e quis lucrar. Deu voltas, rodou com ele o Rio. Quando chegou, o loirinho começou a rir na hora de pagar. O motorista sem entender viu o turista trocar o portunhol pelo carioquês dos mais malandros. Tirou a arma e limpou o camarada. Otário, gritou já da rua.

Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil